A derrota pelo estresse - Introdução

Boa parte dos candidatos são derrotados nas provas de redação já no período que antecede a medição de seus conhecimentos. Isso por que passam o tempo tentando adivinhar o tema. O  estresse chega a ponto de bloquear toda a capacidade do indivíduo trabalhar um tema imaginado. Alguns até que tentam, mas na primeira informação que lhe falta para dar sequência ao texto, em vez de ir para o Google ou qualquer outro instrumento de pesquisa exclama consigo mesmo: "Tô lascado, num vai ter jeito!".

E esse estresse acompanha o cidadão até a sala de aula onde já entra derrotado pelo pessimismo, pela certeza de que não terá domínio sobre as palavras. Chega a ser interessante quando alguns pegam a prova, dá uma tapa na testa e xinga baixinho: "...eu pensei neste tema! Por que eu não estudei ele!". Outros se encorajam começando logo a fazer o texto, mas trava no primeiro obstáculo - alguma data, por exemplo, ou detalhe de uma informação que ele tem dificuldade para lembrar. E aqueles que ficam a remoer o tema: "Meu Deus! eu já li alguma sobre isso", no entanto, não conseguem escrever uma linha sequer.

Se formos ficar discutindo aqui tudo o que se passa pela cabeça de um despreparado na hora da prova vamos perder muito tempo. Afinal, com eles não aprenderemos nada. Aliás, aprenderemos que é preciso se preparar para uma prova.

Redação não é nada diferente das outras atividades que a gente faz por este mundo afora. O jogador de futebol, por exemplo, tem que jogar todo dia. Os treinadores imaginam situações que possam surgir durante uma partida e, diferentemente, do candidato estressado, coloca seu pessoal para treinar. É uma bola parada perto da área, um chute do meio do campo, a cobrança de um escanteio, enfim, eles vivem se preparando para aproveitar todos os tipos de oportunidades que lhes aparecer bem como se livrar daquelas que possam vir a favor do adversário.

Vale lembrar que a vida é cruel com os incautos. Quando a gente faz tudo certinho alguma coisa ainda sai errado, imaginem então se não primarmos pela corretividade.